Banco Master

Renan afirma que ministro do TCU sofreu pressão para rever liquidação

Senador relata a Fachin “clima de constrangimento” no Tribunal de Contas
Por Redação 12/02/2026 - 06:52
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Divulgação
Fachada do Banco Master
Fachada do Banco Master

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta quarta-feira, 11, em Brasília, que o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), teria sofrido pressão de integrantes do Centrão para reverter a liquidação do Banco Master.

A declaração foi dada após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. A liquidação da instituição financeira foi determinada pelo Banco Central do Brasil (BC) em novembro de 2025.

Segundo Renan, ele relatou a Fachin um “clima de constrangimento” no TCU. O senador criticou ainda a decisão do ministro de impor sigilo às informações relacionadas ao caso, incluindo documentos que, segundo ele, teriam sido restringidos inclusive ao Banco Central e a outros ministros da Corte de Contas.

A situação do Banco Master também foi debatida por integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Além de Renan, participaram do encontro com Fachin os senadores Izalci Lucas (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Leila Barros (PDT-DF), Esperidião Amin (PP-SC) e Fernando Farias (MDB-AL).

Antes da reunião no STF, os parlamentares também estiveram com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A CAE aprovou 19 requerimentos de informações e convocações, incluindo pedido de acesso a operações relacionadas ao caso Master, como a Compliance e a Carbono Oculto, que investiga possíveis ligações entre o crime organizado e fundos de investimento.

Após o encontro, Renan afirmou que Fachin teria manifestado concordância com as críticas feitas ao sigilo determinado no processo. Até o momento, não houve manifestação pública do ministro Jhonatan de Jesus sobre as declarações do senador.


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